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na rua dos meus sentidos

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23
Mai15

Os pais que nós não temos

naruadosmeussentidos

A minha paciência esgota-se muito menos facilmente do que há uns anos atrás.

Se me perguntarem se é mais fácil ter paciência com miúdos do que com adultos, é...mil vezes mais fácil. Até ao dia que temos de lidar com um miúdo que manipula os pais. Manipula-os tanto que os tem reféns da sua vontade e desmandos.

Quando vemos um pai dizer coisas manietado por um filho, percebemos como é que isto tudo está errado.

 

Antes eu ouvia o meu pai, e repetia o que meu pai dizia, estivesse certo ou errado. Era o que ele dizia e ponto.

Hoje temos filhos que chegam a casa fazem uma vá pequena birra, dizem que não querem e pronto no dia seguinte lá temos o pai à porta a repetir o sermão mas na nossa direcção mesmo não concordando com ele, dizem-no apenas para não ter de levar com o puto outra vez à noite com a mesma lengalenga, porque isso é uma chatice e nós não viemos ao mundo para nos chatearmos não é, nem para isso nem se calhar para sermos pais...

E nós ouvimos, respiramos fundo, vamos buscar paciência aonde não a temos e respiramos novamente e educamos não o filho mas o pai. E como nesta história a pedagogia é muito engraçada mas não há nada como a ditadura, na minha casa mando eu, e ou é como eu quero ou não é. Foi assim como o meu pai me educou e modéstia à parte não se saiu mal.

 

Mas não deixamos de pensar na cena, e naquilo que ela representa.

Não deixamos de nos lembrar das Constanças e dos Danieis desta vida, e nos pais dos mesmos, uns a ligarem para a Querida Júlia e outros a irem para o facebook, uns a recriminarem em público outros a lavarem as mãos como pôncio pilates perante uma plateia bem maior como o facebook.

E pensamos, nós que não temos filhos mas educamos muitos que não os nossos, que será esta malta que anda aqui e agora a ser criada por outra malta a um dia ser a malta que há-de cuidar de mim, que hoje ainda me consigo defender com um valente berro ou um grande par de estalos (e que se lixe a pedagogia) mas mais tarde vou ver-me à mercê desta malta...

 

PS e um grande PS: também tenho putos muito mais responsáveis que os pais, putos que se vêem reféns de pais sem qualquer senso de responsabilidade e pior que o reconhecem e o verbalizam. Putos que sentem que são mais pais do que filhos.

 

 

 

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