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na rua dos meus sentidos

na rua dos meus sentidos

22
Mai15

A esperança vem em postais

naruadosmeussentidos

A vida mostra-nos por vezes o caminho. Fecha ciclos basta nós estarmos com ocoração bem aberto para entender os sinais.

A vida esta última semana fez-me desacreditar no amor e na esperança.

Eu que por momentos voltei a acreditar nele e em histórias com finais possíveis.

Eu que andava descrente acreditei novamente que a vida e o amor acontecem, mais por estar a acontecer aos outros do que a mim.

E acreditei para mim, achei que afinal havia esperança e que se calhar era só dar-me a oportunidade de..., que se calhar era só fazer o que já não fazia h tempos, desarmar-me, voltar a ter o coração na boca e acreditar que sim que isso bastava para que acontecesse.

De repente a vida dá uma volta e a história que não era a minha e que tudo parecia para dar certo e que queria mesmo mas mesmo muito que desse certo, não por mim, mas por ela que é a minha irmã de coração, de alma, de uma infância tão cheia de tudo de bom, a história dela murchou e eu murchei com ela, aquele maravilhoso mundo do inicio de tudo, de uma relação, murchou e eu murchei com ela. E desacreditei...

Ao mesmo tempo a minha história que de nova não tem nada, que volta e meia me acontece e me murcha, me volta a acontecer e eu enquanto que das outras vezes fugi dela como quem foge de tudo o que é tóxico e nos faz mal porque nos faz sonhar e depois nos rouba o sonho, decidi arriscar. Decidi reviver só pela esperança que a história nova dela me tinha dado, numa de um amor que um dia se há-de cumprir, mas que mais uma vez não se cumpriu.

E eu chamei-me de burra porque voltei atrás, eu que há muito tinha decidido fechar de uma vez a porta desta história que me acompanha há tempo de mais, eu que decidi que tinha de arrumar todas as minhas gavetas para arranjar espaço para que pudesse arrumar uma nova´mesmo que a nova dure anos a aparecer.

Mas esta história do amor é engraçada, tão engraçada que o inicio de uma história nova mesmo que não a nossa e uma mão cheia de coincidências levou-me a acreditar. E tentei...esqueci todas as promessas, todas as certezas e fui...

No fim, murchou a história dela, e a minha.

Bem a minha apenas se confirmou mais uma vez como um amor que nunca se há-de cumprir.

Resignada arrumei novamente a gaveta e voltei a dizer para mim própria que esta história das relações não é para mim, que o amor enquanto relação duradoura e para vida não é para mim, que as paixões serão sempre apenas isso e nunca mais que isso, e voltei a viver bem com esta convicção de que isto do amor não é de todo para mim...até que a minha caixa do correio me trai e me mostra que sim que há esperança, e que sim que há histórias de amor que se cumprem, mesmo que não seja a minha, fiquei feliz por ela, pela Ana, casada de fresco de quem eu não sabia nada há algum tempo para não dizer há muito, mas que tem este dom de escolher sempre os melhores momentos para se fazer presente. E ao ler o postal dela sorri, olhei para o Tejo e sorri...

Neste momento, estará ela a viver a sua história longe de saber que o simples postal que me enviou me fez sorrir, suspirar, respirar fundo e voltar a acreditar que sim, que ainda há histórias de amor que se cumprem...talvez não a minha, mas isso não importa...

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