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na rua dos meus sentidos

na rua dos meus sentidos

04
Jul14

É preciso que alguém elogie

naruadosmeussentidos

para que nos lembremos dos lugares da nossa vida, da nossa vida tão esquecida. Da vida que me obriguei a esquecer para poder viver. Há pessoas assim que entram na nossa vida, sorrateiramente sem darmos nada por elas, e têm o dom de a fazer mudar. Primeiro mudam-na porque nos mudam, porquê? porque nos despertam sentimentos. Depois que os descobrimos, que os reinventamos, que os relembramos, a esses sentimentos, que antes tinhamos arrumado em pequenas gavetas, tantas quantas os pedaços em que tivemos de colar o nosso coração. Essas pessoas mudam-nos porque essas gavetas abrem-se novamente, disparatadamente, como um piano de cordas soltas. Se é bom? Se foi bom? Foi. Se valeu a pena? valeu. Depois porque a vida por vezes se resolve de outra maneira. Essas pessoas mudam.nos outra vez. Damos connosco a não pronunciar um certo nome, a deixar de passar em certa rua de Lisboa, só porque a calçada poderá contar-nos a nossa própria história e damos connosco a não ir à nossa praia, porquê?  para quê? para esquecer, primeiro, e depois para poder avançar. Mentimos. Dizemos muitas vezes que já passou. Mentira. Percebemos o quanto ainda falta para passar. Passaram anos mas isto não passou. Não passa. Mentimos mas cai-nos a máscara com pequenas coisas como esta.

 

E foi preciso ler isto no às nove para me lembrar da minha praia.

 

 

Créditos: às nove

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