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na rua dos meus sentidos

na rua dos meus sentidos

14
Ago16

Quando na praia nos apercebemos o quanto o terrorismo nos afectou...

naruadosmeussentidos

Das coisas que mais se ouvem após os atentados nos inúmeros comentários durante as mais do que inúmeros horas de emissão dos canais informativos é que o principal objectivo dos extremistas era o instalar o medo e afectar o modo de vida ocidental.

Senti por duas vezes o que queriam dizer com isto...a primeira quando este ano fui correr a 1/2 maratona de Lisboa...Uma amiga uns meses antes da prova dizia à mesa do café que havia um vídeo a circular sobre o objectivo dos extremistas em reconquistar a Península Ibérica, o al andaluz, e que afirmavam que iriam atacar de modo diferente o nosso cantinho...e falou-se nas pontes...e por causa desses comentários volta e meia pensava naquilo e como a 1/2 maratona com aquela concentração enorme de pessoas em cima da ponte enquadrava bem naquela coisa do fazer diferente...no dia da prova dei comigo de repente a querer sair dali para fora, só pensar em chegar ao fim da ponte e claro está que não usufrui como das outras vezes aquele momento, aquela paisagem...e pronto ponto para eles...

A coisa passou-se, vieram mais atentados, a coisa chega já a ser banal quando nunca o poderá ser e eu vivo a minha vidinha sem pensar muito nisso até ontem...em que de repente no meio do areal ouço falar árabe e de repente dou comigo a levantar a cabeça em modo alerta e no segundo seguinte senti-me envergonhada...estúpida, etc, etc...era apenas uma familia a usufruir de um belo dia de praia como eu...e assim se percebe nestas pequenas coisas como afinal o objectivo foi cumprido...

11
Ago16

Do que a floresta nos deu...e de como nós lhe devemos o futuro e o presente

naruadosmeussentidos

O meu avô era pé descalço, a floresta calçou-o a ele e aos irmãos, e a tantos outros que como ele nasceram em Góis. A floresta deu ao meu avô futuro, deu casa, matou a fome e permitiu-lhe mais importante que isso, dar futuro à sua familia, pôr pão na mesa... A floresta deu-nos o futuro. O meu avô e os meus tios são madeireiros. Plantam, cortam e vendem. E cuidam...cuidam todos os anos, dia após dia, chegando ao Verão não só cuidam como protegem...por lá revezam-se andando pela serra em vigia não vá um maluco ter qualquer ideia...

Na nossa família temos muitas histórias com o fogo a mais contada foi quando o avô em tempos de Salazar foi preso por combater o fogo com contrafogo...tantas...mas tantas histórias...

Por isso ontem quando por aqui os bombeiros fizeram o apelo por água, barras e fruta fez todo o sentido que os ajudássemos...

Por aqui corre-se, a corrida trouxe-me muita coisa, mas principalmente trouxe pessoas, pessoas boas, pessoas que num instante, o instante que é uma troca de msg no whatsapp e o colocar um post no facebook se mobilizaram e apareceram no treino semanal com águas e tudo o que pedimos...e foi assim que ontem fomos mais de uma mão cheia de carros levar águas e barras de cereais aos bombeiros daqui...e isso encheu-me o coração, porque esta gente é mais do que para correr é para ser...

Ontem depois de entregarmos as coisas chorei ao lembrar-me do meu avô e de como sei que sofre com tudo isto que se está a passar, sofre ainda mais por a idade já não lhe permitir ajudar, estar lá nem que seja para dar água aos bombeiros...

04
Ago16

4 ou o dia a 4 tempos

naruadosmeussentidos

Começas o dia a pensar na noite. Manhã molenga própria dos namoros longos com a tua cama, com as tuas almofadas, deixas te estar, hoje queres estar apesar do corpo te ter acordado às 7h queres estar e estás de namoro contigo própria e com a tua cama. Levantas te dás bom dia ao rio e decides namorar com a tua casa, arrumações que gostas de fazer quando gostas e não quando precisas, assim se vive cá em casa...Tarde. Praia. Corpo a saber a sal como tu tanto gostas. Fim de tarde já do outro lado mas sempre com o Tejo como pano de fundo, mais um treino com o Correr Lisboa. Vês as gaivotas ali mesmo e deixas te ir...perdes-te entre a tua passada e as ondas do Tejo...e entras em automático.. Quarto tempo, este, em que pões em perspectiva as coisas e pensas simples mas bom, simples mas bom...

04
Ago16

3 ou os enganos que Deus fez

naruadosmeussentidos

Caminhar de manhã. Praia de tarde e saída noturna com a amiga. Não.

Férias também é cabeça no ar, também são planos furados, também é mudar o fio à meada que anda solta.

E isto quer dizer enganos e desenganos.

As amigas que pipis estacionam o carro no parque para apanhar não o iate mas o barco para a outra margem. A amiga que em modo férias se esquece do passe e como forretas que somos não vamos pagar 7 euros para ir a Lisboa num dia quando o passe para um mês são 30 euros. (Aluadas mas não tanto). Paga-se parque de 10 min. Sim, vai se até à estação passear o carro. E logo ali redefinem-se os planos. Jantar fora. Bora lá. Tasca nova para experimentar. Pedir à la gardene e depois no final contar os tostões que é como quem diz as moedas só porque com a crise veio também os restaurante sem multibanco e com ela os assaltos às caixas...quase que temos de andar um km para levantar dinheiro. A crise é que tem a culpa. A crise e a nossa preguiça. Acabar no ponto de encontro do treino aquele que faltámos para ir vadiar. E ao qual acabámos por ir, não para correr, os saltos não permitiram mas para abraçar os tios chegados de Angola.

 

E é isto o modo férias por aqui.

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02
Ago16

2

naruadosmeussentidos

Dia de cumprir planos. De não ceder à inércia. Dia de fio de prumo, de linha recta. Dia de sofrer mas cumprir, e no final dizer foi bom. É sempre bom fazer para nós e por nós. Fazer para nós e por nós. Gostei...

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01
Ago16

1

naruadosmeussentidos

O dia 1. O dia 1 acaba com o pôr do sol...o meu pôr do sol visto da varanda da casa que escolhi para mim ou que me escolheu a mim. É o dia da largada, da fugida, da partida, do tiro ao alto, diz que é o começo de tudo...eu digo apenas que foi bom, foi como se quer, sereno, solarengo, salgado, molengo...e voltar sempre a casa...

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