Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

na rua dos meus sentidos

na rua dos meus sentidos

31
Mai15

Diz que sou uma runner, eu continuo a dizer que não

naruadosmeussentidos

11053614_1608701566073350_8888216799804268585_n.jp

 

Mentira não sou...apesar de correr mais de 10 kms por dia, de manhã e à noite não sou, não ligo a tempos, nem aos últimos calções da moda, nem as minhas meias são de compressão e afins. Comecei a correr por ver os velhos a fazê-lo e numa de se eles conseguem também eu consigo e passei da caminhada para a corrida apenas e só por isso para não me sentir uma velha.

 

Daí a tornar a corrida a minha aliada numa das fases mais complicada da minha vida foi um pulo ia correr de manhã para estar comigo e ia correr de noite para voltar a estar comigo entre uma corrida e outra passava os dias e ainda passo a cuidar dos outros. A corrida passou a ser o meu detox.

 

Ontem foi dia de corrida e eu que não sou runner optei pela caminhada apenas e só porque iam alguns dos meus miúdos se me custou não correr, não nada, fiz um tempo miserável até para uma caminhada mas fui o tempo todo de mão dada com uma das minhas miúdas que mal me viu me desarmou com um "vens comigo não vens?" e eu que ia para correr os meus primeiros 10km em corridas oficiais após a minha lesão não tive dúvidas que não os correria pelo menos não ontem...

 

26
Mai15

Parir 3 meses de férias

naruadosmeussentidos

Findos 9 meses de trabalho intenso mas que preenche e me faz feliz mas que também me tira fds inteiros, muitas mais vezes dos que as aconselháveis...vem o bom tempo e com ele o abrandar...vem o viver com tempo a mais. Como qualquer vicio, e este também o é, o do trabalho, vem a parte da ressaca, do não saber muito bem o que fazer com este tempo que se tem nas mãos...todos os anos as primeiras semanas são de ressaca pura, aprender a ter tempo para ter tempo, é tempo de reaprender a viver com outro ritmo, é tempo de me pôr em primeiro lugar, de me posicionar nesta nova condição de ter tempo...tanto...

O que fazer com três meses de férias...a primeira pergunta...

 

PS: Parir é literalmente o termo, estes 9 meses sairam-me do pêlo, com sequências de 4 semanas a trabalhar non stop de 2ªf a domingo, das 9h por vezes 8h às 20h. Se custa, custa, se vale a pena, vale, se ajuda gostar do que se faz, ajuda muito, aliás faz todo o sentido para mim ser assim...

 

26
Mai15

O sempre mesmo oásis no Deserto do Sahara

naruadosmeussentidos

Apaixonar-me não é estranho, porém mais dificil do que era antigamente. Apaixonava-me por tudo e por nada mesmo que o tudo fosse nada e o nada fosse tudo. Apaixonava-me ponto. Depois veio a travessia do deserto, até hoje em que não me apaixono nem por tudo nem por nada.

E depois existe ele, o homem por quem me apaixonei em 2007 e por qual me apaixono e desapaixono todos os anos e ás vezes várias vezes ao ano. E agora que não me apaixono por tudo e por nada, dou-lhe um grande valor pela capacidade que tem de em mim me despertar paixão, mesmo que passageira, mesmo que ambas saibamos que momentânea, porém atreveria a dizer que ambos dizemos para a vida toda pois já lá vão 8 anos...Apaixonei-me por ele já tantas vezes por razões tão diferentes e em circunstâncias diferentes...Fui-me fazendo mulher e ele...ele foi amadurecendo...Diria que me apaixono pela circunstância de vida que é esta de nos irmos encontrando em etapas diferentes da nossa vida que nos vão desconstruindo e construindo. É o homem da minha vida? Não mas até hoje o mais constante, o sempre presente mesmo que ausente muitas vezes e aquele que ainda tem a capacidade de me fazer apaixonar...

23
Mai15

Os pais que nós não temos

naruadosmeussentidos

A minha paciência esgota-se muito menos facilmente do que há uns anos atrás.

Se me perguntarem se é mais fácil ter paciência com miúdos do que com adultos, é...mil vezes mais fácil. Até ao dia que temos de lidar com um miúdo que manipula os pais. Manipula-os tanto que os tem reféns da sua vontade e desmandos.

Quando vemos um pai dizer coisas manietado por um filho, percebemos como é que isto tudo está errado.

 

Antes eu ouvia o meu pai, e repetia o que meu pai dizia, estivesse certo ou errado. Era o que ele dizia e ponto.

Hoje temos filhos que chegam a casa fazem uma vá pequena birra, dizem que não querem e pronto no dia seguinte lá temos o pai à porta a repetir o sermão mas na nossa direcção mesmo não concordando com ele, dizem-no apenas para não ter de levar com o puto outra vez à noite com a mesma lengalenga, porque isso é uma chatice e nós não viemos ao mundo para nos chatearmos não é, nem para isso nem se calhar para sermos pais...

E nós ouvimos, respiramos fundo, vamos buscar paciência aonde não a temos e respiramos novamente e educamos não o filho mas o pai. E como nesta história a pedagogia é muito engraçada mas não há nada como a ditadura, na minha casa mando eu, e ou é como eu quero ou não é. Foi assim como o meu pai me educou e modéstia à parte não se saiu mal.

 

Mas não deixamos de pensar na cena, e naquilo que ela representa.

Não deixamos de nos lembrar das Constanças e dos Danieis desta vida, e nos pais dos mesmos, uns a ligarem para a Querida Júlia e outros a irem para o facebook, uns a recriminarem em público outros a lavarem as mãos como pôncio pilates perante uma plateia bem maior como o facebook.

E pensamos, nós que não temos filhos mas educamos muitos que não os nossos, que será esta malta que anda aqui e agora a ser criada por outra malta a um dia ser a malta que há-de cuidar de mim, que hoje ainda me consigo defender com um valente berro ou um grande par de estalos (e que se lixe a pedagogia) mas mais tarde vou ver-me à mercê desta malta...

 

PS e um grande PS: também tenho putos muito mais responsáveis que os pais, putos que se vêem reféns de pais sem qualquer senso de responsabilidade e pior que o reconhecem e o verbalizam. Putos que sentem que são mais pais do que filhos.

 

 

 

22
Mai15

A esperança vem em postais

naruadosmeussentidos

A vida mostra-nos por vezes o caminho. Fecha ciclos basta nós estarmos com ocoração bem aberto para entender os sinais.

A vida esta última semana fez-me desacreditar no amor e na esperança.

Eu que por momentos voltei a acreditar nele e em histórias com finais possíveis.

Eu que andava descrente acreditei novamente que a vida e o amor acontecem, mais por estar a acontecer aos outros do que a mim.

E acreditei para mim, achei que afinal havia esperança e que se calhar era só dar-me a oportunidade de..., que se calhar era só fazer o que já não fazia h tempos, desarmar-me, voltar a ter o coração na boca e acreditar que sim que isso bastava para que acontecesse.

De repente a vida dá uma volta e a história que não era a minha e que tudo parecia para dar certo e que queria mesmo mas mesmo muito que desse certo, não por mim, mas por ela que é a minha irmã de coração, de alma, de uma infância tão cheia de tudo de bom, a história dela murchou e eu murchei com ela, aquele maravilhoso mundo do inicio de tudo, de uma relação, murchou e eu murchei com ela. E desacreditei...

Ao mesmo tempo a minha história que de nova não tem nada, que volta e meia me acontece e me murcha, me volta a acontecer e eu enquanto que das outras vezes fugi dela como quem foge de tudo o que é tóxico e nos faz mal porque nos faz sonhar e depois nos rouba o sonho, decidi arriscar. Decidi reviver só pela esperança que a história nova dela me tinha dado, numa de um amor que um dia se há-de cumprir, mas que mais uma vez não se cumpriu.

E eu chamei-me de burra porque voltei atrás, eu que há muito tinha decidido fechar de uma vez a porta desta história que me acompanha há tempo de mais, eu que decidi que tinha de arrumar todas as minhas gavetas para arranjar espaço para que pudesse arrumar uma nova´mesmo que a nova dure anos a aparecer.

Mas esta história do amor é engraçada, tão engraçada que o inicio de uma história nova mesmo que não a nossa e uma mão cheia de coincidências levou-me a acreditar. E tentei...esqueci todas as promessas, todas as certezas e fui...

No fim, murchou a história dela, e a minha.

Bem a minha apenas se confirmou mais uma vez como um amor que nunca se há-de cumprir.

Resignada arrumei novamente a gaveta e voltei a dizer para mim própria que esta história das relações não é para mim, que o amor enquanto relação duradoura e para vida não é para mim, que as paixões serão sempre apenas isso e nunca mais que isso, e voltei a viver bem com esta convicção de que isto do amor não é de todo para mim...até que a minha caixa do correio me trai e me mostra que sim que há esperança, e que sim que há histórias de amor que se cumprem, mesmo que não seja a minha, fiquei feliz por ela, pela Ana, casada de fresco de quem eu não sabia nada há algum tempo para não dizer há muito, mas que tem este dom de escolher sempre os melhores momentos para se fazer presente. E ao ler o postal dela sorri, olhei para o Tejo e sorri...

Neste momento, estará ela a viver a sua história longe de saber que o simples postal que me enviou me fez sorrir, suspirar, respirar fundo e voltar a acreditar que sim, que ainda há histórias de amor que se cumprem...talvez não a minha, mas isso não importa...

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D