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na rua dos meus sentidos

na rua dos meus sentidos

31
Dez14

Diz que escrevemos um dos posts de 2014...e eu digo que mais valia não o ter escrito

naruadosmeussentidos

Foi com surpresa que num dia de Maio vi o estaminé invadido de visitas, e é com surpresa que hoje também vejo o mesmo post que deu origem a tanta visita ter sido seleccionado pela equipa do Sapo como um dos posts de 2014.

 

Mas sabem, uma coisa, bom bom, e o Sapo não veja isto como desdém, mas bom, bom, teria sido eu nunca ter tido a vontade de escrever este texto sobre uma situação real pela qual passei, bom bom, era não haver pessoas ao lixo, bom bom, era não termos sem-abrigos, bom bom era eu não falar disto, não porque assobio para o lado a fazer que não vejo, mas por efectivamente não ver por não haver. Mas isso seria eu num maravilhoso mundo novo, que não é este em que vivemos...

Um bom ano de 2015, que queiramos e façamos melhor, que façamos mesmo, e não apenas que prometamos que o vamos fazer entre uma passa e outra.

 

 

29
Dez14

O pleno

naruadosmeussentidos

Para quem detesta confusões, o cúmulo é ir fazer trocas de Natal no dia em que os saldos começam e ainda para mais em lojas como a Primark, e para acabar em beleza na Primark do Colombo.

 

Eu que nunca tinha posto os pés numa Primark, que detesto o Colombo, decidi que o meu primeiro dia de regresso seria a tratar destes pequenos afazeres, antes de iniciar a semana.

Chama-se a isto um estalo e tanto, é como comer um gelado e de seguida uma bebida quente, foi mais ou menos essa a sensação que tive, eu que tinha acabado de deixar para trás o sossego da serra no meio do nada, vou aterrar num Colombo em plena histeria.

 

Confesso que nem o ter descido a Avenida a pé me aliviou do sentimento de asfixia e a dor de cabeça infernal. Foi só já na outra margem e percorrendo a marginal junto ao rio que me senti salva da esquizofrenia colectiva.

21
Dez14

Enorme!

naruadosmeussentidos

E ontem lá voltámos ao cinema, passados meses, e passados meses, continuamos com a onda dos filmes infantis, e claro mais uma vez achamos um absurdo o preço dos bilhetes. O escolhido por eles foi este, e escolheram bem.

sem nome.png

 

21
Dez14

Engulhos matinais

naruadosmeussentidos

Acordei cedo como sempre...olho para o rio como sempre, mas desta vez chama-me a atenção o carro do Correio da Manhã estacionado em frente, junto 2 mais 2 e percebo o porquê...morreram três homens aqui ontem. Às tantas o pessoal do Correio da Manhã não contente de ter já a câmara à beira rio, decide ter o carro também. Decide tirar o carro do estacionamento e subir o passeio e invadir o corredor dedicado às pessoas e às bicicletas.

 

Enoja-me, embrulha-me o estômago, querem o quê? Tenho cá para mim, que estão ali na esperança de vislumbrar os corpos, esperar pelos corpos ali à beira rio para serem os primeiros a transmitir as imagens, o carro já agora é para fazer de transporte fúnebre?

Dá vontade de lhes dizer que caso queiram fazer algo realmente útil, na rua traseira, nos Bombeiros estão a fazer recolha de sangue.

 

É para lá que vou agora. A ver se fico mais bem disposta.

 

 

21
Dez14

Arrumar a casa, arrumar a cabeça

naruadosmeussentidos

Quem como eu tem tendência para excessos e aprendeu a viver com isso, e a se contrabalançar, a se autocontrolar, mas por vezes ciclicamente a coisa descontrola-se ao ponto de não conseguirmos pôr mão a tudo, mas ao contrário de outros tempos em que mesmo sabendo que não iriamos conseguir faziamos a asneira de o tentar fazer. Hoje não...no limite a casa fica para trás, e se tenho sono durmo, e estou-me nas tintas se o pó se acumula, se a roupa se acumula, se a entropia se instala. Deixamos estar, sabendo que há-de chegar o fechar do ciclo frenético e que precisaremos tanto desse dia de arrumação geral e profunda para também arrumarmos a cabeça. Hoje é o dia...Janelas abertas viradas para o Tejo...tapetes na varanda...a casa a arejar, a cabeça também...

18
Dez14

Trufas para que vos quero!

naruadosmeussentidos

Cheguei à conclusão que estas prendas que nos dão para encher chouriço servem sempre para alguma coisa, no limite, e quando calha para nos consolar de um dia menos bom do nosso benfica.

15
Dez14

Starbucks ou Pasteís de Belém? Pasteís de Belém!

naruadosmeussentidos

Ir sair com um magote de 6 putos de 12 anos, é o mesmo que vermos a nossa vida exposta ao segundo em instagrams, facebooks e afins. É o mesmo que ver picos de excitação perante a visão de um iphone 6 nas mãos de alguém. É o mesmo que ter um banho de realidade (outro), diga-se de passagem mau.

 

Dei comigo com eles sentados ao meu lado e cada um com o seu iphone, não o 6, para quase desespero deles, espetado na cara e tive a visão de que se se confirmar a teoria da evolução da espécies, há-de haver o dia e não faltará muito para que já nasçam com um iphone de preferência o de últma geração implantado no braço ou no mínimo com os polegares muito mais desenvolvidos em relação aos outros dedos. E em tom de desabafo digo que acho cada vez mais que a minha infância foi a melhor de todas.

14
Dez14

Já não gosto de Lisboa

naruadosmeussentidos

Ontem, depois de 2 meses sem ter dias de folga, depois de 2 meses a trabalhar 7 dias por semana, das 9h às 20h, achei que a melhor forma de comemorar seria, ir namorar Lisboa, a melhor forma de comemorar e de me actualizar, de tomar pulso ao país e à cidade. Os Telejornais não são de todo a melhor forma de saber o que se passa no país, de todo. Eu que vivo por vezes como eremita, a melhor forma é esta mesmo, é ir para as ruas, é ver com os meus olhos, é sentir com o meu sentir. Subi a Estados Unidos da América, desci e subi a Av de Roma, fui a Entrecampos e daí segui até ao Saldanha, do Saldanha até à Avenida foi um pulo, depois Baixa e por fim Casa dos Bicos.

 

A pé, sempre, primeiro sem chuva e depois com muita chuva. No fim, apercebi-me que já não gosto de Lisboa, não gosto da Avenida que junta Gucci e Pradas mas que tem um sem abrigo porta sim, porta também. Chego já junto ao rio a pensar que se calhar não gosto mesmo é do país, de Martins e Madalenas vestidos de Burberry e de John Does cobertos de sacos plásticos. Sim, ao menos a Avenida ainda é de todos, pena é que todos não tenhamos olhos, ou pelo menos os mesmos olhos, olhos que vejam a miséria e o desprezo com que se convive com a mesma. Chego à Casa dos Bicos de rastos, cansada, com frio, o corpo e a alma, olho para o Saramago ali, e baixo a cabeça, algo vai mal, vai muito mal...no país de Camões...

 

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